Nas bordas do tempo...
Que se vai distante...
Em lugar humilde...
Com cheiro de Amor...
Expectativa no ar...
Correria aqui e acolá...
Acodem a jovem mãe...
Que de olhar assustado...
Respiração ofegante...
Desabrocha em flor...
Para receber...
Do seu ventre...
A pequenina em botão!
Com força no Verbo
Desaguado em choro...
A menina desperta...
Solícita para o mundo...
Lança-se determinada...
No fazer de um novo dia...
Movimento contínuo...
Roda...Roda...Roda...
Que não para de girar...
Com momento de partir...
E de chegar...
De expressão angelical...
Formas bem delineadas...
De encantadora Alegria...
Como todo rebento...
Que nasce...
Na face...
A promessa...
De uma vida feliz!
Mas...Oh! Incerto Destino...
Na trilha deste caminho...
Quis tecer os fios...
Nos desafios...
Da relação triangular...
De contornos sinuosos...
Provocantes de dor...
Sofrimento psicológico...
Sob a aparência...
De verdades não ditas...
Reprimidas...
De um suposto amor!
Sentimentos doloridos...
Cravam forte no coração
De tão jovem criatura...
Início de uma estrada...
De longa caminhada...
Jogo de regras complicadas...
No fadário que se plasmou...
De pais bem jovens...
A primeira e única filha
De uma prole numerosa...
Que não vingou...
Sofre a dor indizível...
Que trouxe à claridade...
O conflito marcante...
De intensidade cortante...
Sentimento de abandono...
Que faz estremecer...
O que parecia...
Sólido Lar...
Na ameaça da separação...
Dos amados pais...
Em que foi parte desta união...
Inevitável desfecho...
Sela a fatalidade...
De irreversível crueldade...
Rompe-se o conúbio...
Instala-se a solidão!
O amor se vai...
Fica a dor...
Da Descrença...
Decepção...
Desilusão...
Confusão...
Extenso caminho...
De tristeza...
Indagações...
Dúvidas...
Re-conciliações...
A trilhar...
De menina...
À Moça Mulher...
No olhar...
Luz do entardecer...
Afetos...
Misturados...
Desencontrados...
No amor dolorido...
Reprimido...
Não Autorizado...
Perdido...
Choro sentido...
Encontra na partida...
A busca de novas saídas...
Re-construção...
Re-significação...
De uma história...
Que o tempo levou...
Segue Pérola Ferida...
Metamorfose da dor...
Na Fé que te guia...
Thelema constante...
Por Amor a Vida...
Surge a Fênix Majestosa
Momento único...
De Assombro e Surpresa...
Luz que vem da escuridão!
Desfaz correntes...
Do frio cárcere...
A Clausura...
Não te pertence mais...
No Perdão, tua salvação!
Na Compaixão...
O Amor renovado...
Revela Virtudes...
Nobres Valores...
Pérola que se Eternizou!
Alice Pinto
Noite de Agosto/2009
sábado, 8 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O POETA
Aquilo que surpreende...
Trata-se do poeta...
Que introduz...
Em suas prosas...
Formas mais poética...
De dizer as coisas...
Da dimensão intuitiva
Nascente de Inspiração!
Singularmente dançarino
No bailar da vida...
Capta a sonoridade...
Da melodia que habita sua obra...
Que faz vibrar...
Até quando fala...
Vez por outra, a matemática...
Pois é também Matemático!
Na sua alegria de escrever...
Faz ritmos cadenciados...
De movimentos ritmados
Bailar em forma de emoções...
Sentimentos intensos...
Que dá cor, cheiro, movimento...
Variadas expressões...
A toda produção Criada...
Com infinitos sentidos...
De Percepções flexíveis...
Elaborada como em gestação!
Mas que a ti poeta...
Não pertence jamais...
Capaz de tocar no coração...
De toda gente...
Que sente com alma...
O seu dizer sensível...
De verdades universais...
Extraídas dos arquivos...
De construções milenares!
Poeta, tu mesmo...
És a Poesia, em forma de verso!
Em teu coração...
Como um templário...
De Mistérios seculares...
Arde o fogo da Inspiração!!!
No caminhar solitário...
Espelho de tua alma...
Tua capacidade de assombrar-se...
No anfiteatro da Vida...
Provoca as inquietudes...
Que faz vibrar todo o teu Ser...
E reverencia tua Vocação...
Alimento que te faz Criar...
Na Comunhão com Deus!
Dizes em versos...
Que sofres dores indizíveis...
O preço a pagar...
Alma de peregrino...
Pois o teu remorso...
Escrito em prosa...
Redime os teus pecados...
Que te transforma...
No próprio Perdão!
Capaz de arrancar...
Do mais profundo de ti...
Versos de Beleza Única...
Jamais lido e contemplado...
Em algum momento...
De algures distantes...
Por quem, a ti busca...
Pois, nestes instantes...
És aquilo que Surpreende!!!
Alice Pinto
Noite de 06/Agosto/2009
Trata-se do poeta...
Que introduz...
Em suas prosas...
Formas mais poética...
De dizer as coisas...
Da dimensão intuitiva
Nascente de Inspiração!
Singularmente dançarino
No bailar da vida...
Capta a sonoridade...
Da melodia que habita sua obra...
Que faz vibrar...
Até quando fala...
Vez por outra, a matemática...
Pois é também Matemático!
Na sua alegria de escrever...
Faz ritmos cadenciados...
De movimentos ritmados
Bailar em forma de emoções...
Sentimentos intensos...
Que dá cor, cheiro, movimento...
Variadas expressões...
A toda produção Criada...
Com infinitos sentidos...
De Percepções flexíveis...
Elaborada como em gestação!
Mas que a ti poeta...
Não pertence jamais...
Capaz de tocar no coração...
De toda gente...
Que sente com alma...
O seu dizer sensível...
De verdades universais...
Extraídas dos arquivos...
De construções milenares!
Poeta, tu mesmo...
És a Poesia, em forma de verso!
Em teu coração...
Como um templário...
De Mistérios seculares...
Arde o fogo da Inspiração!!!
No caminhar solitário...
Espelho de tua alma...
Tua capacidade de assombrar-se...
No anfiteatro da Vida...
Provoca as inquietudes...
Que faz vibrar todo o teu Ser...
E reverencia tua Vocação...
Alimento que te faz Criar...
Na Comunhão com Deus!
Dizes em versos...
Que sofres dores indizíveis...
O preço a pagar...
Alma de peregrino...
Pois o teu remorso...
Escrito em prosa...
Redime os teus pecados...
Que te transforma...
No próprio Perdão!
Capaz de arrancar...
Do mais profundo de ti...
Versos de Beleza Única...
Jamais lido e contemplado...
Em algum momento...
De algures distantes...
Por quem, a ti busca...
Pois, nestes instantes...
És aquilo que Surpreende!!!
Alice Pinto
Noite de 06/Agosto/2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
SACRO MISTÉRIO
Somente e nada mais...
A força da tua presença...
Diz que existo
Como parte de ti
Assim como de mim
Tem sido sempre assim...
Desde os tempos
Mais longínquos
Quando se busca no outro
O sentido de ambos!
Evidência cristalina...
Trás a Revelação do Sacro Mistério!
Inúmeros fios tecidos...
Nas voltas e reviravoltas...
Do tempo corredio...
Altaneiro, Majestoso, Impiedoso...
Jamais apaga as lembranças...
Da Unidade que se fez Parte
Almejando no encontro das metades...
União que reconcilia
A eterna verdade...
Consagrada, Despojada...
Do encontro Nupcial
Da venturança Divinal
Do saber simples...
Que é ser Homem e Mulher
Impulso da vida...
Criação Magistral...
Que move o Mundo!
Alice Pinto
Tarde de Agosto/2009
A força da tua presença...
Diz que existo
Como parte de ti
Assim como de mim
Tem sido sempre assim...
Desde os tempos
Mais longínquos
Quando se busca no outro
O sentido de ambos!
Evidência cristalina...
Trás a Revelação do Sacro Mistério!
Inúmeros fios tecidos...
Nas voltas e reviravoltas...
Do tempo corredio...
Altaneiro, Majestoso, Impiedoso...
Jamais apaga as lembranças...
Da Unidade que se fez Parte
Almejando no encontro das metades...
União que reconcilia
A eterna verdade...
Consagrada, Despojada...
Do encontro Nupcial
Da venturança Divinal
Do saber simples...
Que é ser Homem e Mulher
Impulso da vida...
Criação Magistral...
Que move o Mundo!
Alice Pinto
Tarde de Agosto/2009
ÚLTIMO SORTILÉGIO
Já repeti o antigo encantamento,
E a grande Deusa aos olhos se negou.
Já repeti, nas pausas do amplo vento,
As orações cuja alma é um ser fecundo.
Nada me o abismo deu ou o céu mostrou.
Só o vento volta onde estou toda e só...
E tudo dorme no confuso mundo!
Outrora meu cordão fadava as sarças
E a minha evocação do solo erguia...
Presenças concentradas das que esparsas
Dormem nas formas naturais das coisas.
Outrora a minha voz acontecia.
Fadas e elfos, se eu chamasse, via,
E as folhas das florestas eram lustrosas...
Minha varinha, com que da vontade...
Falava às existências essenciais...
Já não conhece a minha realidade.
Já se o círculo traço, não há nada.
Murmura o vento alheio extinto ais,
E ao luar que sobe além dos matagais
Não sou mais que do que...
Os bosques ou a estrada.
Já me falece o dom com que me amavam.
Já não me torno a forma e o fim da vida...
A quantos que , buscando-o, me buscavam.
Já, na praia, o mar dos braços não me inunda.
Nem me vejo ao sol saudando erguida,
Ou em êxtase mágico perdida,
Ao luar, à boca da caverna funda!
Já as sacras potências infernais,
Que dormentes sem Deuses nem destinos,
À substância das coisas são iguais,
Não ouvem minha voz ou os nomes seus.
A música partiu-se do meu hino.
Já o meu furor astral se desfez...
Nem meu corpo pensado é já de uma Maga!
E as longínquas deidades do atro poço,
Que tantas vezes, pálida, evoquei...
Com a raiva de amar em alvoroço,
Inevocadas hoje ante mim estão.
Como, sem que as amasse, eu as chamei,
Agora, que não amo, as tenho, e sei...
Que meu vendido ser consumirão...
Tu, porém, Sol, cujo ouro me foi presa,
Tu, lua, cuja prata converti,
Se já não podeis dar-me essa beleza...
Que tantas vezes tive que querer...
Ao menos meu ser findo dividi...
Meu ser essencial se perca em si...
Só meu corpo sem mim fique alma e ser!
Converta-me a minha última magia
Numa estátua de mim em corpo vivo!
Morra quem sou, mas quem me fiz e havia,
Anônima presença que se beija...
Carne do meu abstrato amor cativo,
Seja a morte de mim em que revivo;
E tal qual fui, não sendo nada...
Faz surgir, o que há de Real em Mim!
Agosto/2009
E a grande Deusa aos olhos se negou.
Já repeti, nas pausas do amplo vento,
As orações cuja alma é um ser fecundo.
Nada me o abismo deu ou o céu mostrou.
Só o vento volta onde estou toda e só...
E tudo dorme no confuso mundo!
Outrora meu cordão fadava as sarças
E a minha evocação do solo erguia...
Presenças concentradas das que esparsas
Dormem nas formas naturais das coisas.
Outrora a minha voz acontecia.
Fadas e elfos, se eu chamasse, via,
E as folhas das florestas eram lustrosas...
Minha varinha, com que da vontade...
Falava às existências essenciais...
Já não conhece a minha realidade.
Já se o círculo traço, não há nada.
Murmura o vento alheio extinto ais,
E ao luar que sobe além dos matagais
Não sou mais que do que...
Os bosques ou a estrada.
Já me falece o dom com que me amavam.
Já não me torno a forma e o fim da vida...
A quantos que , buscando-o, me buscavam.
Já, na praia, o mar dos braços não me inunda.
Nem me vejo ao sol saudando erguida,
Ou em êxtase mágico perdida,
Ao luar, à boca da caverna funda!
Já as sacras potências infernais,
Que dormentes sem Deuses nem destinos,
À substância das coisas são iguais,
Não ouvem minha voz ou os nomes seus.
A música partiu-se do meu hino.
Já o meu furor astral se desfez...
Nem meu corpo pensado é já de uma Maga!
E as longínquas deidades do atro poço,
Que tantas vezes, pálida, evoquei...
Com a raiva de amar em alvoroço,
Inevocadas hoje ante mim estão.
Como, sem que as amasse, eu as chamei,
Agora, que não amo, as tenho, e sei...
Que meu vendido ser consumirão...
Tu, porém, Sol, cujo ouro me foi presa,
Tu, lua, cuja prata converti,
Se já não podeis dar-me essa beleza...
Que tantas vezes tive que querer...
Ao menos meu ser findo dividi...
Meu ser essencial se perca em si...
Só meu corpo sem mim fique alma e ser!
Converta-me a minha última magia
Numa estátua de mim em corpo vivo!
Morra quem sou, mas quem me fiz e havia,
Anônima presença que se beija...
Carne do meu abstrato amor cativo,
Seja a morte de mim em que revivo;
E tal qual fui, não sendo nada...
Faz surgir, o que há de Real em Mim!
Agosto/2009
EROS E PSIQUE
Conta a lenda que dormia
Uma princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentando,
Vencer o mal e o bem...
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino...
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada a fora,
E falso ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.
E, ainda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era...
A Princesa que dormia!
Maio/ 2009
Uma princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentando,
Vencer o mal e o bem...
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino...
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada a fora,
E falso ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.
E, ainda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era...
A Princesa que dormia!
Maio/ 2009
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